O para sempre deixou de existir.
Ainda me lembro, como se fosse ontem, nos dias em que juramos que tudo ia ser para sempre e que ninguém ia destruir nada. Ainda me lembro, como se fosse ontem, quando me disseste que juntos éramos só um. Ainda me lembro, também como se fosse ontem, quando nos meus olhos me disseste que nunca me ias deixar. Lembro-me perfeitamente, das juras que foram feitas da tua parte, que foram em vão, porque não as cumpris-te, foram elas que feriram o meu coração nos dias que tentei sair da solidão. Ainda hoje, pergunto-me porquê que tudo teve de ser assim. Ainda hoje, penso que se tudo tivesse sido diferente talvez, hoje, eu e tu ainda fossemos só um. Lembras-te quando no cinema, no nosso primeiro encontro, trocamos uma coisa que nos pertencia, ainda me lembro do que me deste, andava com aquilo todos os dias e todos os dias olhava para aquilo. Lembras-te também, quando nesse dia eu te disse «amo-te» ao ouvido?. Ainda me lembro de momentos, tão impossíveis de esquecer. Não consigo perceber como é que conseguis-te esquecer tudo de uma só vez, já pedi ao meu coração «deixa ir» mas ele só te queria ver sorrir. Eu sei que já não dá, por muitos anos que passem, eu e tu, nunca mais vai dar, por muito que o tempo seja longo eu e tu, nunca nos vamos falar. Um dia, gostava de saber, se é verdade teres esquecido tudo o que comigo passas-te e se cada vez que passas naquelas escadas te consegues lembrar que foi lá onde me juras-te aquilo que fizeste acabar.
Podes acreditar, hoje, amanhã e sempre, tudo o que passamos, vai sempre junto a um canto do meu coração.
Já não dói, o meu coração deixou a dor partir. Já não chamo mais o teu nome, o meu coração perdeu a voz. Já não te sinto perto, o meu coração deixou de sentir.
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