- não posso ir, mas um dia encontra-me aqui.


Nada sou sem ti e por isso nem ser humana sei ser. Nada sou, porque o meu coração está prestes a morrer, a minha alma a desaparecer, o meu sorriso já não existe, caminho por caminhar. Como dizem, parece que no meu coração só entra uma grande corrente de ar que me faz sentir, mas ele apenas sente o seu fraco batimento. Quando me deito, junto do peluche que me ofereces-te, as lágrimas insistem em correr, insistem em não parar. Acordo e elas continuam a descer pelo meu rosto dando-me o desejo de fechar os olhos e nunca mais acordar, porque preciso de paz. Começo a pensar de olhos fechados e chego á conclusão que a minha única paz és tu e por isso é de ti que eu preciso. Por te amar demais, tento arranjar uma pequena força para lutar por nós, mas não consigo encontrar essa força e sinto-me perdida. O meu coração precisa de salvação e tu és a única salvação dele. Os sonhos contigo são perfeitos, não mostram o fim de nós mas sim a continuação de nós. É incrível, como o meu coração se tornou tão pequeno mas consegue amar-te ainda mais do que o dia 21, consegue lembrar ainda os momentos bem passados onde tudo começou no dia 19 e por muito que pareça mentira eu sempre te amei. Por vezes somos destruídos pelo medo e tentamos com que tudo seja diferente de todas as outras vezes em que sofremos e por queremos menos sofrimento acabamos por sofrer ainda mais. Podes não acreditar, mas o meu coração gira em função de ti e de nós e nada sou sem ti.
« Precisa-se de doar um órgão quase sem vida, coberto de sangue sem força e um interior sem sorriso, a alguém que precise urgentemente de viver com uma melodia de batimentos fracos e que saiba amar o seu órgão e cuidar dele como a própria pessoa dele não o sabe fazer. Este órgão é o meu coração e não aguenta ver a sua alma a desaparecer aos poucos de tanto sofrimento
Ama-me quando mais precisares, mas não desistas quando o medo se apoderar de ti, fazendo um amor tu negares.
27 de Outubro de 2010. 

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